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Festa do underground Rolou no último sábado, 27 de setembro, o Rock contra a fome, em João Pinheiro – MG. O evento, de responsabilidade social, visava arrecadar alimentos, e estes seriam revertidos ao centro municipal de educação infantil “Terezinha de Almeida Rodrigues”. O local foi o Bar do Chumbada, que cedeu os fundos de seu estabelecimento para que as cabeleiras começassem a balançar. Dinastia do Gueto, Place Of Warship, The Crokes, R.A.M.O.N.A.S, Jamming Zone e Velociraptor foram as atrações confirmadas. Shows: O grupo de rap Dinastia do Gueto fez uma participação especial e abriu os shows da tarde. Com visual característico e frases longas e rápidas em cima de batidas secas, (algo característico do rap americano, vindo do Bronx) os caras agitaram jovens, adultos e até crianças adeptas ao estilo, que arriscaram passes de break durante a apresentação.
A banda paracatuense Place Of Warship foi a segunda a tocar, iniciando os trabalhos para que o público pudesse finalmente “bater cabeça”. A banda de death metal old school tocou musicas próprias, que em breve estarão num cd que eles preparam para gravar em Brasília – DF. Destaque para as batidas nervosas e rápidas do baterista Wesley e o vocal "arrotado" de Humberto.
The Crokes, também de Paracatu, foi a próxima a se apresentar. Sempre com influencias do punk rock, hardcore, grunge e até ska, a banda tocou musicas já conhecidas pelo público, como “expresso inferno” e “el chucalho”.
Logo após, foi a vez de R.A.M.O.N.A.S, uma banda local, que tocou nada mais nada menos que Ramones!!! “Hey, Ho, Let’s go!” foi o grito da galera durante todo o show de Camila e sua trupe. Clássicos como “Sheena is a punk rocker” e “Blitzkrieg Bop” foram tocados.
Uma surpresa na noite! Um grupo local apresentou uma música de folclore boliviano. E no final do evento, quando perguntei ao flautista o nome do grupo para que eu pudesse colocar nesta matéria, ele me disse algo mais ou menos assim: “O grupo não tem nome... mas coloca lá que somos um grupo que apresenta musicas do folclore boliviano”. Dito e feito! A Jamming Zone, banda unaiense com toda sua influencia 70’s e flertando com elementos do grunge, rock n roll e blues, foi a próxima a se apresentar. Apesar do estilo mais retro, todos os integrantes têm influencias musicais bem variadas. Destaque para a gaita de Octavio, e a agressividade do baterista Valtim, um interessante contraste.
Velociraptor, outra representante de Unaí, foi a última a se apresentar. A banda de thrash metal levou a João Pinheiro todo o peso de clássicos do thrash, como “Troops of Doom” da banda Sepultura, além de uma música própria, sob o titulo “Velociraptor” que foi executada pela banda. Destaque para o vocal escroto de Roberth, a guitarra pesada de Messias e é claro, Auro nos brindando mais uma vez com um momento de insanidade, caindo em cima da bateria de Léo, fechando a noite do Rock contra a fome.
E depois disso, ainda teve tempo para que Fabrício reunisse alguns músicos das bandas que haviam se apresentado e fizesse um som para a galera que ainda ficara no local. A música escolhida foi “Samba Makossa” de Chico Science. Nossos agradecimentos aos organizadores Camila e Preto, às pessoas que fizeram com que esse festival fosse possível, e a todos que levaram 1 kg de alimento.
Fotos, texto e vídeo: Henrique Rodrigues
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